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Lendas e Tradições


Lendas

Conta-se por aqui, há muito tempo, uma mulher, ao passar num sítio denominado por Casal da Fonte, viu, estendida no chão, uma manta com figos a secar ao sol. Pegou em alguns e meteu-os na algibeira. Quando os tirou de lá, em vez de figos, tinha pedras de ouro.

Lenda do Castelo do Mosqueiro e das Mouras Encantadas

Conta a lenda que um monte denominado "castelo" na Serra do Mosqueiro, onde outrora terá havida uma exploração de ouro tem no seu interior um palácio todo em ouro habitado por duas mouras encantadas. Uma pastora da casa dos Peres, costumava apascentar por ali uma vaca que, todos os dias, a uma determinada altura, como que por encanto, desaparecia, e também misteriosamente, voltava a aparecer mas com sinais de ter sido ordenhada. Aconselhada por uma colega mais idosa, a pastora deixou-se ficar agarrada ao rabo da vaca na altura em que ela costumava desaparecer. Contava a pastora que, sem saber como, se encontrou numa casa muito grande, toda em ouro, onde estavam duas senhoras muito lindas, as mouras encantadas que lhe entregaram uma cafeteira e muito lhe recomendaram que não a abrisse. Disse-lhe que a entregasse à patroa e lhe dissesse que ía ali o pagamento do leite. A pastora ao chegar a casa entregou a cafeteira e a patroa ao abri-la encontrou pedaços de carvão. A pastora confessou que, curiosa, tinha aberto a cafeteira antes de lha entregar.

 

Tradições

Antigamente, havia várias tradições. No Carnaval as pessoas iam a casa umas das outras e tiravam alguns bens para esconderem e no dia seguinte devolverem. Também no Carnaval os meninos da escola ofereciam um galo enfeitado à professora e as meninas ofereciam uma galinha, era a Festa do Galo.

Quando havia a apanha do milho os vizinhos juntavam-se nas eiras das casas e faziam juntos a descamisada.  Nestas alturas conviviam entre si e quase sempre se fazia um baile com uma concertina ou um armónio. Era nessas alturas que os jovens se conheciam ou encontravam, começando aí muitos namoros. Ajudavam-se mutuamente nestes e noutros trabalhos do campo, sem haver pagamento monetário.

Os casamentos eram todos feitos em casa. No dia antes fazia-se a Ceia das Cabeças e para o dia do casamento matavam-se coelhos e galinhas.

É também tradição cantarem-se os Reis, onde vários grupos iam de casa em casa cantarem até que lhes abrissem a porta. Os instrumentos utilizados na altura eram a pandeireta, a concertina e um cântaro de lata.

Publicado por: Freguesia de Pussos de São Pedro

Última atualização: 21-11-2025

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